Lucro líquido
Resultado final do exercício depois de todas as receitas, custos, despesas, juros, impostos e participações. Última linha da DRE (3.11). Base para dividendo, P/L e ROE.
Lucro líquido do exercício (CVM 3.11) é o que sobra depois que a empresa pagou tudo: custos, despesas operacionais, juros sobre dívida, imposto de renda e contribuição social, e participações de minoritários e administradores. É a métrica que dividendo distribui, que P/L divide, e que ROE compara contra patrimônio.
O que isso significa na prática
Receita de R$ 100 bi, lucro líquido de R$ 8 bi → margem líquida de 8%. Cada R$ 1 vendido virou R$ 0,08 de lucro. Para o acionista, é o que importa para gerar dividendo ou recompra.
Companhia pode ter lucro líquido distorcido em um trimestre — venda de ativo, ganho não-recorrente, ajuste tributário. Por isso analistas comparam lucro líquido recorrente (excluindo eventos pontuais) ao avaliar tendência.
Como aparece no OBM
Linha 3.11 em qualquer DRE em /empresas/[slug]/fundamentos?type=DRE. Em Fase 4, métricas derivadas (P/L, ROE, EPS) consomem direto desta linha.
Por que importa
Toda métrica de valuation por múltiplos parte do lucro líquido. Quem ignora a qualidade do lucro (recorrente vs não-recorrente) compara maçãs com surpresas.
Termos relacionados
DRE · Receita líquida · P/L · ROE · Margem líquida
Fonte regulatória
CPC 26 / Lei das S.A. art. 187. Linha 3.11 dos arquivos públicos CVM.