Receita líquida
Receita bruta de venda menos impostos sobre venda (ICMS, PIS, COFINS, ISS), devoluções e abatimentos. É o topo "real" da DRE — onde a operação começa.
Receita líquida (CVM 3.01) é a receita bruta de venda descontados os tributos sobre venda (ICMS, PIS, COFINS, ISS) e as devoluções/abatimentos comerciais. É o ponto de partida real da DRE — toda margem (bruta, operacional, líquida) é calculada sobre receita líquida, não bruta.
O que isso significa na prática
Varejista que fatura R$ 100 bi em receita bruta paga ~25% em tributos sobre venda → receita líquida de ~R$ 75 bi. O lucro líquido divido por R$ 75 bi dá a margem líquida correta. Dividir por R$ 100 bi subestima margem.
Empresa de serviço (banco, software) tem diferença pequena entre bruta e líquida porque ICMS não incide ou alíquota efetiva é baixa. Empresa industrial pesada (química, alimentos) tem 20–30% de gap.
Como aparece no OBM
Linha 3.01 em /empresas/[slug]/fundamentos?type=DRE. Comparador da Fase 4 usa receita líquida ao plotar evolução year-over-year.
Por que importa
Confundir receita bruta com líquida é o erro mais comum em análise rápida. Crescimento de receita "10% YoY" precisa ser conferido na linha 3.01 — se a empresa só comparou receita bruta, e o mix de produtos mudou para itens mais tributados, a receita líquida pode estar caindo.
Termos relacionados
DRE · Lucro líquido · Margem bruta
Fonte regulatória
CPC 47 (Receita) / Lei das S.A. art. 187. Linha 3.01 dos arquivos CVM.