DFP
Demonstrações Financeiras Padronizadas — pacote anual obrigatório (BP, DRE, DFC, DMPL, DVA, notas) que toda cia aberta entrega à CVM até ~90 dias após o fechamento do exercício.
DFP (Demonstrações Financeiras Padronizadas) é o pacote anual que toda cia aberta precisa entregar à CVM até o final do 3º mês após o encerramento do exercício social (até 31/03 para empresas com ano-calendário). Cobre seis demonstrativos — BPA, BPP, DRE, DFC, DMPL, DVA — sob plano de contas CVM padronizado, em duas versões: consolidado e individual.
O que isso significa na prática
Quando o analista lê o "balanço da Petrobras de 2024", ele está lendo o DFP — o documento auditado, datado de 31/12, com mais detalhe que o ITR trimestral. Operações descontinuadas, segmentos reportáveis e DVA (que ITR não traz) só aparecem aqui.
O dataset bruto cobre todas as ~440 empresas listadas, com 6 demonstrativos × 2 escopos por ano. O arquivo do ano corrente vai crescendo à medida que as empresas entregam.
Como aparece no OBM
A página /empresas/[slug]/fundamentos consome esse pacote. O seletor de período mostra os DFPs disponíveis ano a ano; o seletor de escopo alterna consolidado vs individual. Cada linha aponta para o account_code do plano de contas CVM.
Por que importa
DFP é o ponto de comparabilidade entre empresas. Receita líquida da Vale e da Petrobras saem do mesmo campo (3.01), com a mesma definição CVM, no mesmo fechamento de exercício. Sem essa padronização, comparar P/L de bancos com o de mineradoras vira exercício de tradução manual.
Termos relacionados
Marco regulatório
CVM Resolução 80/2022 (ex-Instrução CVM 480/2009).