Plano de contas CVM
Lista padronizada de contas contábeis que toda companhia aberta usa ao publicar DFP e ITR. Garante que "Receita líquida" da Petrobras seja comparável com a do Itaú no nível de campo.
O plano de contas CVM é o dicionário de campos contábeis que companhias abertas precisam respeitar ao reportar BP, DRE, DFC, DVA e DMPL. Cada conta tem um código numérico hierárquico (ex.: 1 Ativo, 1.01 Ativo Circulante, 1.01.01 Caixa e Equivalentes) e um nome padronizado.
O que isso significa na prática
Sem plano de contas padronizado, comparar empresas vira reescrever um Excel por nome de linha. A CVM define ~200 contas fixas (is_fixed=true nos arquivos públicos) que todo balanço precisa ter — Receita de Venda de Bens e/ou Serviços (3.01), Custo dos Produtos Vendidos (3.02), etc. Empresas podem adicionar contas customizadas (ex.: "Provisão para Programa de Recompra de Ações"), mas devem encaixá-las na hierarquia oficial.
O plano muda lentamente entre exercícios — versões anuais são liberadas regularmente. Algumas contas são renomeadas, outras desdobradas. Por isso DFPs de 2018 e 2024 podem ter códigos ligeiramente diferentes para mesma rubrica, e qualquer comparador histórico precisa mapear via aliases.
Como aparece no OBM
A partir de M9 Fase 2, account_plans em PG é versionada ((version, account_code) UNIQUE) e cada linha de demonstrativo aponta para um plano específico. O comparador entre períodos resolve renomeações via account_plan_aliases quando a CVM reorganiza a hierarquia.
Por que importa
Quando você lê P/L de 5 empresas no mesmo setor, está implicitamente confiando que "Lucro Líquido" significa a mesma coisa. O plano de contas é quem garante essa premissa. Sem ele, a comparabilidade entre empresas vira responsabilidade do analista — exatamente o que OBM tira da mão de quem consome.
Termos relacionados
Marco regulatório
CVM Ofício-Circular CVM/SNC/SEP — atualizado anualmente.