DFC
Demonstração do Fluxo de Caixa — mostra de onde veio e para onde foi o dinheiro real. Três blocos (operacional, investimento, financiamento). Método indireto (mais comum) parte do lucro e ajusta.
A DFC (Demonstração do Fluxo de Caixa) traduz o lucro contábil em caixa real. Três blocos: Operacional (caixa gerado pelo negócio — vendas menos custos efetivamente pagos), Investimento (compra de imobilizado, aquisições, alienações), Financiamento (captação de dívida, pagamento de dividendo, aumento de capital). O resultado bate com a variação de Caixa entre dois BPAs.
CVM aceita dois métodos: MD (Método Direto — começa pelas entradas reais de caixa de clientes) e MI (Método Indireto — parte do lucro líquido e ajusta partidas não-caixa). 95% das empresas reportam MI por ser mais barato de auditar.
O que isso significa na prática
Lucro líquido alto com fluxo operacional negativo é alerta clássico: a empresa está gerando contábil, mas o cliente não pagou (recebível inflando), ou estoque cresceu mais que vendas. DFC desmascara essa divergência.
Quando se fala em "geração de caixa livre" (FCF), divide-se DFC em operacional menos CAPEX (parte de investimento). É a métrica que dividenda paga e dívida quita.
Como aparece no OBM
/empresas/[slug]/fundamentos?type=DFC_MI (método indireto, default) exibe os 3 blocos hierárquicos. Método direto fica em type=DFC_MD quando publicado.
Por que importa
Quem investe em renda variável precisa olhar DFC junto da DRE. Lucro contábil sem caixa não paga dividendo, não amortiza dívida, e geralmente vira surpresa negativa no trimestre seguinte.
Termos relacionados
Fonte regulatória
Plano de contas CVM níveis 6.* (MI) e 7.* (MD) — dfp_cia_aberta_DFC_MI_{con|ind}_{ANO}.csv.