Cota Subordinada
Classe de cotas de um FIDC que absorve perdas primeiro — maior risco, maior retorno esperado, e tipicamente subscrita pela própria cedente para alinhar interesses.
A cota subordinada é a classe que recebe por último em um FIDC. Absorve as primeiras perdas se houver inadimplência na carteira, e só recebe distribuição de caixa depois que cota sênior e mezanino foram pagas integralmente. É o "colchão de risco" que protege as classes superiores.
Quem subscreve
Em FIDCs ligados a fintechs e bancos digitais, a própria cedente subscreve a cota subordinada — fica obrigada a manter X% do PL na subordinada como pele no jogo (skin-in-the-game). Isso alinha interesse: se o cedente originar crédito ruim, ele perde primeiro. Investidores institucionais raramente compram subordinada de FIDCs externos, exceto em estruturas onde o retorno excedente justifica o risco.
Retorno esperado
Sem teto contratual — depende do desempenho da carteira. Pode pagar CDI + 6% a 15% a.a. em FIDCs de varejo bem-comportados, ou pode zerar (e até virar negativo no PL) em fundos que estouram a inadimplência projetada.
Sub-classes
Alguns FIDCs estratificam ainda mais a subordinação:
- Subordinada Mezanino Sênior (raro)
- Subordinada Júnior — última na fila absoluta
- Subordinada Única — quando há só uma classe abaixo da sênior
A nomenclatura varia por regulamento; o que importa é a ordem na cascata de pagamentos.