Style Box
Visualização que classifica um fundo segundo o estilo do gestor — tipicamente perfil de risco vs. duração para renda fixa, ou capitalização vs. estilo (valor, blend, crescimento) para ações. No Brasil, derivada da classificação ANBIMA aplicada à composição de carteira.
Style Box é uma visualização que classifica um fundo segundo o estilo do gestor. A versão clássica (Morningstar) usa uma matriz 3x3: capitalização (large/mid/small) no eixo vertical e estilo (valor, blend, crescimento) no horizontal, com a área preenchida proporcional ao % do patrimônio em cada célula.
O que isso significa na prática
Dois "fundos de ações Brasil" podem ter Style Boxes opostos. Um pode estar 100% em large cap valor (Vale, Petrobras, Itaú); o outro pode estar 100% em small cap crescimento (techs em estágio inicial). O nome da classe ANBIMA não distingue. O Style Box distingue visualmente em segundos.
Para renda fixa, a matriz típica usa duração (curta / média / longa) vs. crédito (governo / privado IG / privado HY). Um fundo "Renda Fixa Crédito Livre" pode estar concentrado em LFT (governo, baixa duração) ou em debêntures de empresas estressadas (crédito alto, duração longa) — e o Style Box revela qual.
Como aparece no OBM
Cada fundo com composição publicada tem um Style Box agregado a partir das suas holdings: a classificação ANBIMA da própria classe define o eixo principal; o detalhamento por classe de ativo (renda variável, fixed income público, fixed income privado, fundos investidos, derivativos, etc.) define a granularidade. A célula "não classificado" agrupa investimento no exterior, derivativos exóticos e posições onde a CVM não publicou identidade suficiente para resolução canônica.
Cuidados
Style Box é foto, não filme. Fundos com gestão ativa migram entre células ao longo do tempo — um Style Box de 30 dias atrás pode não refletir a carteira de hoje, especialmente em fundos macro ou multimercado. Para gestão dinâmica, comparar Style Boxes de meses sucessivos é mais informativo que olhar um snapshot isolado.
Origem
Conceito criado pela Morningstar nos anos 1990, virou padrão de fato global para fundos de ações e adaptado para renda fixa. No Brasil, ANBIMA fornece a taxonomia equivalente; a renderização visual fica por conta do agregador.