IRF-M
Índice de Renda Fixa do Mercado. Benchmark da carteira teórica de pré-fixados públicos (LTN + NTN-F). Variantes IRF-M 1 (até 1 ano) e IRF-M 1+ (acima de 1 ano) separam pré curto de pré longo.
IRF-M é o Índice de Renda Fixa do Mercado, calculado sobre uma carteira teórica de todos os pré-fixados públicos em circulação (LTN + NTN-F), ponderada por valor de mercado. É o benchmark canônico de fundo de pré ou de qualquer estratégia que tente "ganhar do CDI ficando pré".
O que isso significa na prática
O número-índice é divulgado diariamente (base 1000 desde 2003-09-16). O retorno do IRF-M em um ano é a soma de dois componentes: o carrego (a taxa contratada na compra) menos o mark-to-market (oscilação da curva pré). Em ciclo de queda de juros, IRF-M dispara — em 2019 fechou +13,9% com Selic caindo de 6,5% para 4,5%. Em ciclo de alta, o mark-to-market come o carrego — em 2021 fechou -2,7% mesmo com taxa contratada na ponta.
Variantes que recortam por prazo:
- IRF-M 1 — só LTN/NTN-F até 1 ano. Comportamento próximo do CDI, baixa duration, risco de marcação muito menor. Benchmark típico de fundo "DI agressivo" ou "renda fixa caixa".
- IRF-M 1+ — só LTN/NTN-F acima de 1 ano. Captura toda a oscilação da curva longa pré. Sensibilidade a Copom em magnitude — uma surpresa hawkish de 50 bps tira facilmente 2-3% em um mês.
Como aparece nos títulos reais
Cuidados
Comparar fundo de pré contra CDI é o erro mais comum. Em ciclo de Copom subindo, todo pré perde do CDI — não porque o gestor é ruim, mas porque é o que pré faz. O benchmark correto é IRF-M (ou IRF-M 1+ para fundos longos). Diferença típica entre IRF-M e CDI em um ano: ±5%, dependendo do ciclo. Para fundos de previdência, vale também olhar IMA-B (IPCA) e IMA-B 5+ — o gestor pode estar trocando exposição pré por IPCA real conforme a leitura macro.
Cobertura no OBM
Histórico diário desde 2003-09-16.