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title: "11 benchmarks macro brasileiros em um lugar só: por que isso importa"
description: "SELIC, IGP-M, INPC, TR, TJLP, TLP e PTAX entram no acervo de séries históricas — todos com cobertura desde 2000 (ou antes), atualizados diariamente."
slug: 11-benchmarks-macro-brasileiros
pilar: macro
date: 2026-05-05
author: Felipe Bossolani
tags:
  - benchmarks
  - macro
  - selic
  - igp-m
  - inflação
relatedTerms:
  - selic-meta
  - selic-over
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  - inpc
  - taxa-referencial-tr
  - tjlp
  - tlp
  - ptax
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  - tesouro-selic-vs-fundo-di-taxa-admin
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Quando você assina contrato de aluguel comercial reajustado pelo IGP-M, financiamento BNDES atrelado à TLP, ou abre a corretora para ver quanto seu fundo DI rendeu vs CDI no mês — você está manuseando seis ou sete séries históricas distintas. **Cada uma com seu publicador, sua cadência, sua armadilha.** Hoje as 11 séries macro mais usadas no Brasil ficam em um lugar só: <Term slug="selic-meta">SELIC Meta</Term>, <Term slug="selic-over">SELIC Over</Term>, CDI, IPCA, <Term slug="igp-m">IGP-M</Term>, <Term slug="igp-di">IGP-DI</Term>, <Term slug="inpc">INPC</Term>, <Term slug="taxa-referencial-tr">TR</Term>, <Term slug="tjlp">TJLP</Term>, <Term slug="tlp">TLP</Term> e <Term slug="ptax">PTAX</Term> USD venda.

Histórico desde 2000-01-01 para todas as séries diárias e desde 1995 para os índices mensais — cobertura suficiente para conferir reajuste contratual, calcular ganho real de aplicação ou só checar se a SELIC Meta da reunião passada bate com o que a corretora tá usando.

## Por que isso resolve um problema concreto

A frase "rende 100% do CDI" só faz sentido se você sabe quanto rendeu o CDI naquele período. Idem "reajustado pelo IGP-M dos últimos 12 meses". A maior parte dos sites que publica esses números traz **só um indicador, sem histórico longo, sem série gráfica**. Quem quer comparar cenários ou conferir contrato precisa juntar números de vários portais oficiais, cada um com layout próprio.

A página de cada benchmark mostra: último valor, gráfico histórico, contexto de uso.

## Os pares mais confundidos

**SELIC Meta vs SELIC Over.** A Meta é o alvo do Copom; a Over é a taxa efetiva diária das operações compromissadas. As duas costumam ficar coladas (Over ≈ Meta − 0,1 p.p.), mas em momentos de estresse de liquidez se descolam. Fundo DI captura a Over, não a Meta — a diferença é dinheiro real ao longo do ano.

**IGP-M vs IGP-DI vs INPC.** Os três são índices de inflação. IGP-M e IGP-DI medem a mesma cesta (atacado + consumidor + construção) em janelas diferentes. INPC pondera por famílias de baixa renda. Aluguel comercial costuma rodar em IGP-M; concessionária federal em IGP-DI; reajuste do INSS em INPC. Em 2020-2022 o IGP-M passou de 25% a.a. enquanto o IPCA rodava 10% — diferença que apareceu em todo aluguel reajustado naquela janela e pegou muita gente de surpresa.

**TJLP vs TLP.** Empresa que pegou crédito BNDES antes de 2018 paga TJLP; depois disso, TLP. A TJLP era um subsídio implícito (rodava abaixo da Selic). A TLP segue o custo de mercado via NTN-B. Migrar contrato antigo de TJLP para TLP **quase nunca compensa**, mesmo quando o BNDES propõe "desconto".

## Onde cada um aparece nos títulos

A LFT do Tesouro Direto é a forma mais limpa de capturar a Selic acumulada — sem taxa de administração, com IR só na saída. Vale a pena ver lado a lado:

<TesouroList typeCode="LFT" limit={6} title="Tesouro Selic — captura Selic Over acumulada" />

Para inflação, o Tesouro IPCA+ é o veículo direto:

<TesouroList typeCode="IPCA+" limit={6} title="Tesouro IPCA+ — IPCA + juro real definido na compra" />

Note que o Tesouro Direto **não tem título atrelado ao IGP-M, IGP-DI ou INPC** — esses ficam na esfera contratual privada. Quem quer proteção contra IGP-M precisa de fundo imobiliário (boa parte dos contratos de locação de FII reajusta por IGP-M) ou debênture indexada.

## O que muda na sua planilha

Três usos que aparecem na semana de quem acompanha mercado:

1. **Conferir reajuste de contrato.** Aluguel cláusula "IGP-M dos últimos 12 meses" — abre a página do <Term slug="igp-m">IGP-M</Term>, vê o acumulado, valida o que o sistema do shopping/locador calculou.
2. **Comparar fundo vs benchmark coerente.** Fundo DI deveria render perto do CDI (que é ≈ Selic Over). Fundo de inflação curto, perto do IPCA. Fundo macro com posição cambial, lê PTAX — não Selic Meta.
3. **Avaliar contratos legados.** TJLP em 2025 ≈ 7% a.a., Selic Meta > 12% a.a. Quem tem dívida BNDES antiga em TJLP está na mesma situação que quem tem financiamento imobiliário a 7,16% a.a. + TR: deve para caramba menos do que custaria refinanciar hoje.

## O detalhe técnico

Para quem manuseia série histórica em planilha ou Python: a SELIC Over é publicada em **% por dia útil**, não % ao ano. Anualizar com `(1 + r/100)^252 − 1`. A TR é em **% ao mês** mesmo quando aparece em uma série diária — todos os dias úteis do mês trazem o mesmo valor. IPCA e IGP são índices distintos, calculados por institutos diferentes — confundir os dois é erro comum em planilha herdada.

E a PTAX que aparece em contrato cambial é a **PTAX venda fechamento**, não a cotação spot que você vê em corretora — em operação grande a diferença é dinheiro real.

## Próxima conta

Com benchmarks históricos resolvidos, a próxima pergunta é "como meu fundo se compara em janelas longas". O cálculo de **excesso vs CDI** ou de **retorno real (acima do IPCA)** depende de duas séries: a do fundo e a do benchmark. Antes era uma das duas que faltava — agora as duas estão aqui.